Eixos Temáticos

1) LITERATURA INFANTIL: MÚLTIPLAS LINGUAGENS E ENSINO

Daniela Maria Segabinazi – Doutora em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Graduada em Letras e Direito, pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ). Professora do Programa de Pós Graduação em Letras (PPGL/UFPB) e dos Cursos de Graduação em Letras (presencial e a distância) da UFPB. Pesquisa os seguintes temas: literatura infantil e juvenil, literatura e ensino e literatura brasileira contemporânea. Líder do grupo de pesquisa “Estágio, ensino e formação docente” e integra o Núcleo de Estudos de Alfabetização em Linguagem e Matemática. Tem publicações na área de literatura infantil e juvenil, ensino de literatura e letramento literário.

      Maria Amélia Dalvi é professora nos programas de pós-graduação em Educação e em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo, atuando nos cursos de mestrado e doutorado. Pesquisa educação literária e inter-relações entre livros, leitura, leitores e literatura. Coordena, desde 2011, o grupo de pesquisa Literatura e Educação (www.literaturaeeducacao.ufes.br). 

      Silvana Augusta Barbosa Carrijo – Possui Graduação em Letras pela Universidade Federal de Goiás, Campus Catalão (1995), Mestrado em Letras e Lingüística (2003), Doutorado em Letras e Linguística pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás (2009) e Pós-Doutorado na UNESP/ Faculdade de Ciências e Letras de Assis (2014). Como parte das atividades de doutoramento, realizou Estágio de Doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris-Fr. Como parte das atividades de pós-doutoramento, realizou Estágio de Pós-Doutorado na Universidade de Santiago de Compostela-ES. Atualmente é docente da Unidade Acadêmica Especial de Letras e Linguística da Universidade Federal de Goiás, Regional Catalão. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Estudos Literários, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura infantil; literatura juvenil; Lya Luft, imaginário, ficção, memória, literatura de idéias, Marina Colasanti, literatura de autoria feminina, gênero (gender).

      Este simpósio propõe-se como espaço social de discussão compartilhada de indagações teóricas, escritas memorialísticas, estudos comparados e propostas pedagógicas, decorrentes de pesquisas concluídas ou em andamento, explicitamente atinentes às inter-relações entre literatura infantil, múltiplas linguagens (de natureza verbal, visual, sonora, de sinais, tátil etc.) e ensino. Entende que a literatura infantil é frequentemente multissemiótica ou sincrética, de natureza muitas vezes híbrida, e que, portanto, coloca desafios às práticas pedagógicas que têm em vista a educação literária, haja vista que a formação de professores de língua e literatura e de mediadores de leitura literária, na história da educação brasileira, parece supor uma centralidade da/na linguagem verbal. Espera-se, pois, pôr em circuito trabalhos que deem a ver os sujeitos, as textualidades, os objetos, os suportes, as práticas, os contextos e as políticas concernentes às múltiplas linguagens da/na literatura infantil no bojo de programas, projetos, ações e experiências de ensino e, dessa maneira, por meio das discussões realizadas, contribuir para a produção e socialização de conhecimentos especializados no campo.

2) LITERATURA INFANTIL E JUVENIL CONTEMPORÂNEA: ESTUDO DAS MÍDIAS, LINGUAGENS E TECNOLOGIA

Coordenadores:

Alice Atsuko Matsuda – Possui graduação em Letras Anglo Portuguesas pela Universidade Estadual de Londrina, mestrado em Letras – Literatura e Ensino – pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2001) e doutorado em Letras – Estudos Literários – pela Universidade Estadual de Londrina (2009). Atualmente é professor titular – Adjunto 3 – da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Curitiba. Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens (PPGEL). Participa como membro dos Grupos de Pesquisas Discursos sobre Trabalho, Tecnologia e Identidades; Grupo de Pesquisa em Linguística Aplicada (GRUPLA) e como vice-líder do Grupo de Pesquisa (Des)caminhos da modernidade ao contemporâneo: estudos em literatura e outras linguagens. Tem experiência nas áreas de Letras e de Jornalismo com ênfase em Literatura Infantil e Juvenil, Metodologia e Prática de ensino de Língua Portuguesa e de Literatura, Educomunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: Literatura Infantil e Juvenil, Lygia Bojunga Nunes, leitura e literatura na escola, literariedade e formação do leitor – Método Recepcional, metodologia e prática de ensino de Língua Portuguesa e de Literatura, linguagens, mídias e tecnologias.

Diógenes Buenos Aires de Carvalho – Possui graduação em Letras/Português pela Universidade Estadual do Piauí (1994), Especialização em Leitura e Produção de Textos pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1997), Mestrado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2001) e Doutorado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2006). Professor Adjunto II da Universidade Estadual do Piauí, atuando na Graduação em Letras e no Mestrado Acadêmico em Letras. Coordenador do Mestrado Acadêmico em Letras (UESPI). Editor-chefe do periódico eletrônico Letras em Revista (UESPI).Vice-Coordenador do GT Leitura e Literatura infantil e juvenil da ANPOLL (www.gtllij.com.br). Autor dos livros As crianças contam as histórias: os horizontes dos leitores de diferentes classes sociais (Edufpi), que recebeu o selo de Altamente Recomendável pela FNLIJ e A adaptação literária para crianças e jovens: Robinson Crusoé no Brasil (Edufpi/CRV). Membro do Conselho Editorial dos periódicos Cadernos do Aplicação/UFRGS, Pesquisa em Foco (UEMA), Revista Nome (UFG), Signos (UNIVATES), Textura (ULBRA), Signo (UNISC), e Caderno Seminal (UERJ). Foi Coordenador do Curso de Graduação em Letras/Português (UESPI/Campus Clovis Moura) (2012-2014) e Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UESPI (2014.1). Atuou como docente da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA (2000-2012) e como docente convidado do Mestrado em Letras da UFPI (2009-2012), Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria Literária, atuando principalmente nos seguintes temas: estética da recepção, literatura infantil e juvenil, leitura literária, formação do leitor, ensino de literatura e história da literatura.

Fabiane Berardi Burlamaqui – Possui graduação em Letras pela Universidade de Passo Fundo (1991), Mestrado em Letras (Teoria Literária) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1999) e Doutorado em Letras (Teoria Literária) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2004). Atualmente é professora Titular I da Universidade de Passo Fundo e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras. Coordena, no âmbito da UPF, o Programa de Cooperação Acadêmica (Procad) com a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e a Universidade Federal do Espírito Santo (2014-2018), investigando espaços, contextos e materialidades da leitura junto a estudantes universitários. Integra o Grupo de Trabalho Leitura e Literatura Infantil e Juvenil da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (www.gtllij.com.br). Tem experiência na área de Letras, subáreas de Teoria Literária, Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa e História da Literatura, atuando, principalmente, nos seguintes temas: leitura, formação do leitor, literatura infantil e juvenil, leitura literária e escola.

      Percebe-se uma vasta produção editorial, tendo como foco o leitor infantil e juvenil, em vários níveis de literariedade (dos artísticos aos utilitários), empregando várias linguagens e recursos da mídia. No entanto, verifica- se a necessidade de realizar pesquisas tanto teóricas e críticas, quanto voltada para a questão da leitura e formação do leitor para se compreender como se dá a produção, veiculação e recepção das obras voltadas para esse leitor contemporâneo, midiático. Para tanto, estudos que contemplem tanto as origens desse gênero, quanto o definam do ponto de vista estético e estrutural, levantamento de autores e obras teóricas que tratam da ciberliteratura para análise crítica de obras da literatura que integra diferentes linguagens em busca de uma única significação como estudo das relações verbo-visuais nos textos literários hipermidiáticos contemporâneos, tendo em vista a emergência de múltiplas semioses que constituem esses textos (cor, som, imagem) são bem-vindos. Além disso, pesquisas que se voltem para sua relação com a formação do leitor e/ou com mercado editorial, bem como com sua inserção em âmbito escolar com intuito de traçar o perfil do leitor infantil e juvenil do século XXI para analisar de que forma se dá a leitura dos textos literários hipermidiáticos ou não e em que isso implica na formação do leitor competente interessam também para a discussão.

3) VANGUARDA TEATRAL PARA A INFÂNCIA

COORDENADORES:

Dirce Waltrick do Amarante – Ensaísta, tradutora e escritora. Professora do Curso de Artes Cênicas da UFSC e do Curso de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (UFSC). Tem livros publicados na área de tradução, teoria literária, teatro e literatura infantil e juvenil. Coedita o Jornal de Arte e Cultura “Qorpus” (ISSN 2237-0617) – Qualis B5. Vice-líder do Núcleo de Estudos de Literatura Infantil e Juvenil, Literalise, (UFSC), e é membro do Núcleo de Pesquisa de Estudos sobre Samuel Beckett (USP). É colaboradora do site “Teatrojornal” (São Paulo) e colunista do blog da Editora Iluminuras (São Paulo). Organiza o Bloomsday de Fpolis, com o prof. Sérgio Medeiros (UFSC) e com a profa. Clélia Mello, desde 2002.

Heloise Baurich Vidor é atriz e professora de Teatro. Possui graduação em Interpretação Teatral pela Universidade de São Paulo (1994), Mestrado em Educação e Cultura (2001) e Mestrado em Teatro (2008) pela Universidade do Estado de Santa Catarina e Doutorado pela USP (2015). Atualmente é professora efetiva do Departamento de Artes Cênicas da Universidade do Estado de Santa Catarina, na área de Pedagogia do Teatro / Teatro e Educação e professora permanente do Programa de Mestrado Profissional em Artes na mesma universidade. Tem experiência na área de Interpretação e Direção Teatral. Sua pesquisa atual, intitulada Teatro, Leitura, Literatura e Educação: encontros com o texto é uma continuidade da tese Leitura e Teatro: aproximação e apropriação do texto literário. Ambas associam o campo da leitura ao do teatro, propondo experimentações em torno de textos literários, leitura em performance e procedimentos lúdicos teatrais, com crianças, jovens e adultos, no contexto de ensino formal e informal. É autora do livro Drama e Teatralidade: o ensino do teatro na escola (2010).

Fabiano Tadeu Grazioli – Professor da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Campus de Erechim/RS e da Faculdade Anglicana de Erechim/RS. Coordenador editorial de Literatura Infantil e Juvenil da Habilis Press Editora. Doutorando em Letras, linha de pesquisa “Leitura e formação do leitor” no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade de Passo Fundo/RS. Mestre em Letras (Estudos Literários) pelo mesmo programa. Autor de “Teatro de se ler: o texto teatral e a formação do leitor” (EdiUPF, 2007). O último livro que organizou foi “Teatro infantil: história, leitura e propostas” (Positivo, 2015), sobre dramaturgia para crianças e jovens. Diretor de Teatro.

      Este simpósio discutirá, em linhas gerais, o teatro de vanguarda para a infância, um teatro que se vale de linguagens e montagens experimentais e que extrapola, portanto, a estética de drama tradicional. Desse eixo surgirão questionamentos relevantes e atuais, como, por exemplo, o de saber se o pós-dramático já é familiar aos pequenos espectadores teatrais. Outra questão pertinente é avaliar se o teatro infantil, pós-moderno ou não, já conseguiu se desvencilhar de suas amarras edificantes e pedagógicas. Por fim, o simpósio também buscará elencar e comentar a obra de dramaturgos que se dedicam ou se dedicaram a compor textos teatrais ousados para os pequenos espectadores. Alguns escritores servirão de referência histórica: Alfred Jarry, Federico Garcia Lorca, Daniil Kharms e Eugène Ionesco.

4) NOVAS VELHAS HISTÓRIAS: A TRADUÇÃO DOS CLÁSSICOS DA LITERATURA INFANTIL E JUVENIL

COORDENADORES:

Fernanda Coutinho – Possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco e Universidade Estadual do Ceará (1984), mestrado em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (1991) e doutorado em Teoria da Literatura pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Pernambuco (2004). Desde 1992, é professora efetiva do Departamento de Literatura da UFC. Coordena, atualmente, o grupo de pesquisa Ateliê de Literatura e Arte, que congrega estudantes de graduação e pós-graduação da UFC. No momento, é responsável pelo projeto de pesquisa intitulado Infância e Interculturalidade, o qual tem por objetivo refletir sobre a construção e a desconstrução da noção de infância num movimento histórico-sócio-ideológico que se estende da racionalidade da Ilustração aos dias atuais, examinando a caracterização do mundo infantil face às matrizes comportamentais da época contemporânea. A pesquisa procura, dessa forma, verificar a presença da criança no texto literário encenando papéis sociais, que envolvem uma gama de situações em que a questão ética aflora de forma perceptível, dando margem à avaliação da postura da criança como agente criador de sua própria subjetividade e à comparação com experiências de vivências infantis de outros momentos históricos. O trabalho é operado em uma perspectiva interdisciplinar e comparatista, razão pela qual os discursos de outras literaturas, além da nossa, são chamados a compor o diálogo textual. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria Literária e Literatura Comparada, atuando principalmente nos seguintes temas: infância, história cultural, ficções do “eu”, imaginário, afetos, sociologia dos costumes. Realizou estágio pós-doutoral na área de Literatura Comparada, junto à UFMG e à Université de la Sorbonne – Paris 4, sob a supervisão, respectivamente, das professoras Maria Ester Maciel de Oliveira Borges e Véronique Gély, enfocando o tema Crianças e Animais na obra de Graciliano Ramos. Atuou, de setembro/2009 a fevereiro/2010 como pesquisadora convidada do Centre de Recherche en Littérature Comparée, ligado à Universidade de Paris – Sorbonne – Paris 4. Entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011, esteve, como professora convidada, na Universidade de Colônia, consolidando a criação do Centro Cultural Rachel de Queiroz, e inaugurando suas atividades acadêmicas, por intermédio do Curso de Inverno Uma Rachel: quantas escritas – ficção, teatro, memória, histórias do dia a dia, que visou dar a conhecer a multiplicidade de facetas contidas na criação da escritora em foco. Pertence, desde 2014, ao quadro de professores permanentes do Programa de Pós-Graduação e Estudos da Tradução – POET, da UFC, desenvolvendo pesquisa sobre As traduções de Literatura infanto-juvenil brasileira na França.

Lincoln Paulo Fernandes – Licenciado em Língua e Literatura Inglesa pela Universidade Federal de Santa Catarina (1994), mestre em Língua Inglesa e Lingüística Aplicada (Tradução) pela Universidade Federal de Santa Catarina (1998) e doutor em Língua Inglesa e Lingüïstica Aplicada (Tradução) pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004) com estágio de doutoramento realizado no Centre for Translation and Intercultural Studies (CTIS) da University of Manchester. Atualmente é professor de Estudos da Tradução e Chefe do Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras (DLLE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Participa de dois de seus programas de pós-graduação: Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PPGET) e Pós-Graduação em Inglês (PPGI) e tem experiência na área de Letras, com ênfase em Estudos da Tradução, atuando principalmente nos seguintes temas: Tradução e Corpora, Tradução de Literatura Infantojuvenil, Análise Textual e Formação do Tradutor.

Marie Helene Torres – Professora Associada da Universidade Federal de Santa Catarina onde atua na graduação em Letras Estrangeiras e no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução. Possui Pós-Doutorado pela Universidade de Minas Gerais (2011), Doutorado em Estudos em Tradução – Katholieke Universiteit Leuven (2001), Mestrado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (1995) e Licenciatura Dupla Portugues-Francês pela Universidade Federal de Santa Catarina (1992). Coordena um projeto de pesquisa com verba do CNPq (2013-2016) sobre antologia e literatura francesa ( http://mnemosine.paginas.ufsc.br/ ) Foi coordenadora da Pós-Graduação em Estudos da Tradução da UFSC de 2003 a 2007; coordenadora da Especialização em Formação de Professores de Tradução Literária de 2008 a 2009, coordenadora do Doutorado Interinstitucional (DINTER) da PGET/UFSC com a UFPB e a UFCG de 2010 a 2014 e atualmente coordenadora do Doutorado Interinstitucional (DINTER) da PGET/UFSC com a UFPA de 2015 a 2019. Foi vice-coordenadora do GT de Tradução da ANPOLL em 2012-2014 e membro da DIretoria da ABRAPT da gestão 2011-2013. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura e em Tradução, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura nacional e literatura traduzida, teoria e história da tradução, literatura de língua francesa traduzida no Brasil e estudos em tradução. Publicou recentemente entre outros Variations sur l´étranger dans les lettres: cent ans de traductions françaises des lettres brésiliennes (2004, pela Artois Presses Université), Literatura Traduzida/Literatura Nacional (em co-autoria, pela 7Letras em 2008), o Dicionário de Tradutores Literários do Brasil (em co-autoria online), Literatura e tradução : textos selecionados de José Lambert (em co-autoria, pela 7Letras em 2011), Traduzir o Brasil Literário : paratexto e discurso de acompanhamento, vol 1 (2011), Tradução dos Clássicos (em co-autoria, Copiart, 2013), Traduzir o Brasil Literário : Historia e crítica, vol.2 (2014). Traduziu A tradução e a letra ou o albergue do longinquo de Antoine Berman (1a ed. em 2007 e 2a ed. em 2013). Como pesquisadora desenvolve um projeto sobre as contistas francesas do século das Luzes. É também tradutora de literatura infantil e juvenil.

      As obras a serem contempladas por este simpósio são os clássicos da literatura infantil e juvenil nas suas mais variadas formas: contos, poesia, diários, animações, entre outras. O interesse por esse segmento da criação literária justifica-se a partir da percepção, na contemporaneidade, de uma expressiva tomada de consciência dessa modalidade de literatura como disciplina acadêmica. Além disso, é inegável o interesse crescente dos estudiosos de literatura infanto-juvenil, em nossos dias, pela questão da tradução, levando-se em consideração o papel que essa desempenha em um mundo globalizado. Partindo-se do pressuposto de que os problemas de tradução são, em parte, específicos à literatura infantil e juvenil e, em parte, comum aos estudos da tradução, pretende-se discutir acerca de aspectos históricos, linguísticos e literários da tradução infantojuvenil, sua dimensão editorial, além de aspectos do estudo das especificidades induzidas pelos leitores crianças. A necessária consideração, por parte do tradutor, de um público receptor infantojuvenil, requer do primeiro a mobilização de táticas e estratégias específicas. Principalmente pelo fato de que os clássicos infantojuvenis vêm desempenhando, cada vez mais, seu importante papel de relatos fundadores do imaginário da infância. Aguardamos a contribuição de todas aquelas pessoas interessadas (tradutores, pesquisadores, editores, estudantes, etc.) por essa área de estudo tão recente, fértil, complexa e ao mesmo tempo tão fascinante.

5) A PALAVRA POÉTICA NA LITERATURA INFANTIL E JUVENIL

COORDENADORES:

Diana Navas possui pós-doutorado na Universidade de Aveiro (Portugal) e doutorado em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP). É professora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É autora de livros relacionados à área de Literatura Portuguesa,  além de vários artigos destinados ao estudo da  Literatura Infantil e Juvenil. Sua pesquisa atual centra-se na investigação das tendências contemporâneas da literatura juvenil brasileira e portuguesa.

José Hélder Pinheiro Alves – Graduado em Letras pela Faculdades Integradas de Uberaba (1983), Mestrado em Letras (Literatura brasileira) pela Universidade de São Paulo (1992), Doutorado em Letras (Literatura brasileira) pela Universidade de São Paulo (2000) e Pós-doutorado pela Universidade Federal de Minas Gerais (2004). Atualmente é professor Associado IV da Universidade Federal de Campina Grande, PB. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura e ensino, poesia, literatura infantil e literatura de cordel.

Regina Michelli – Graduação em Letras pela Faculdade de Humanidades Pedro II (FAHUPE, 1977); psicóloga com bacharelado e licenciatura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, 1979); mestrado (1994) e doutorado (2001) em Letras (Letras Vernáculas, Literatura Portuguesa) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), dissertação intitulada “Viagem em Demanda do Santo Graal: o sonho de heroísmo e de amor” e tese “Vênus e Marte, Eros e Psique o sinuoso caminho dos laços da paixão e do amor na Literatura Portuguesa”; pós doutorado pela Universidade de São Paulo (USP, 2014), pesquisa “Viajando pelo mundo encantado do Era uma vez: configurações identitárias de gênero na literatura infantil da tradição”. Atualmente é professora associada, em regime de dedicação exclusiva, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), desenvolvendo atividades docentes e de pesquisa em Literatura Portuguesa e Literatura Infantil e Juvenil.

      Se a sociedade contemporânea normatiza comportamentos e corpos, poesia é transgressão à norma, ao esperado, despertando sensibilidades que redimensionam a vida, horizontes apenas vislumbrados através, e fundamentalmente, da palavra. Quando o homem se despe da linguagem que lhe engessa a alma e esteriliza seu pensar, que o confrange a dizer o já dito e o imobiliza, a poesia brilha. Este simpósio objetiva apresentar uma reflexão acerca da poesia destinada a crianças e jovens. Destarte, comunicações que abordem questões relacionadas à leitura, à recepção e ao ensino de poesia para crianças e jovens são bem-vindas. Incluem-se, aqui, estudo sobre os diferentes tipos de suporte do texto poético na contemporaneidade, bem como sobre os diversos gêneros poéticos – sejam eles em termos de análise do texto literário ou na relação de recepção com seus leitores preferenciais. Consideram-se ainda pertinentes, à proposta do simpósio, estudos multidisciplinares cuja abordagem se enriquece através do diálogo firmado com outros discursos do saber, como Educação, Psicologia, Psicanálise, História, Mitologia, Semiótica, Artes, Literatura popular e, especificamente, Linguísticas, Literaturas, teorias ligadas às representações de leitores e de práticas de leitura.

6) LITERATURA INFANTIL E SUAS RELAÇÕES COM A IMAGEM

COORDENADORES:

Flávia Brochetto Ramos – Doutor e Mestre em Letras pela PUCRS. Especialista em Literatura Brasileira pela PUCRS e graduada em Letras pela UCS. Realizou estágio de pós-doutoramento em Educação na FaE/UFMG. Na docência, atuou na Educação Básica na rede pública e atualmente é docente em nível de graduação e pós-graduação (Mestrado em Educação e Doutorado em Letras) na Universidade de Caxias do Sul. Tem experiência na área de Educação e Letras, com ênfase em Literatura infantil, focalizando leitura, literatura e mediação na Educação Básica. Autora de artigos em livros e periódicos especializados e também de trabalhos em anais de eventos. Orienta estágios, bolsas de iniciação científica, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Líder do Grupo Linguagem e Educação, cadastrado no CNPq. Avaliadora do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES/INEP/MEC e, no período de 2010 a 2014, do Programa Nacional Biblioteca da Escola. Membro da Comissão Técnica para o Programa Nacional Biblioteca na Escola – PNBE 2015, por indicação da Secretaria de Educação Básica, do Ministério de Educação.

Renata Junqueira de Souza – Possui graduação em Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1987), mestrado em Linguística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1990), doutorado em Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2000) e é livre-docente pela mesma Instituição (2012) no conjunto das disciplinas Conteúdos, Metodologia e Prática de Ensino de Língua Portuguesa I e II e Leitura, Literatura e Interpretação de Textos no Processo de Formação de Professores.. Atualmente é professor visitante da Universidade do Minho e professor assistente doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Também é professora colaboradora no Programa de Pós graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), desde 2015. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino-Aprendizagem, atuando principalmente nos seguintes temas: leitura, formação de leitores, literatura infantil, literatura e formação de professores, estratégias de leitura.

Adair Neitzel – Doutora em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina, atualmente faz parte do corpo docente permanente do Programa de Mestrado e Doutorado em Educação da UNIVALI. Líder do Grupo de Pesquisa Cultura, Escola e Educação Criadora. Participa como membro do comitê editorial da revista Contrapontos (UNIVALI), Mafuá (UFSC) e Confluências Culturais (UNIVILLE). Desenvolve pesquisas sobre Leitura, Formação estética e Formação de professores. Atualmente, em parceria com o Grupo de Pesquisa do Centre de Sociologie des Pratiques et des Représentations Politiques (CSPRP), da Universidade Paris VII – Diderot-, desenvolve pesquisa de pos-doutorado sobre “A leitura como prática social”, em parceria com a professora Anne Kupiec. Coordenadora Institucional do PIBID UNIVALI de 2010 a 2013; 2014 até a presente data.

       A literatura infantil se manifesta por diversos gêneros e suportes. Os gêneros valem-se de linguagem verbal e visual e se dão a ler por meio de determinado suporte que lhe confere determinada materialidade. O texto literário que chega ao leitor é acompanhado de paratextos que podem atuar no processo de leitura. Entendemos que a presença da literatura contribui para o desenvolvimento de diferentes habilidades presentes no ato de ler e que precisam ser fomentadas desde a mais tenra idade. Houve na última década crescente produção de livros para crianças de 0 a 5 anos, como livros brinquedos, livros de pano e de plástico, poesias infantis, livros cartonados e livros com cheiro e com estimulação sonora – musical ou com ruídos incidentais. Editores, autores e ilustradores também têm ampliado os gêneros literários voltados para crianças que se encontram nas séries iniciais do Ensino Fundamental, disponibilizando no mercado livros de contos de fadas, lendas, cordel para crianças, histórias em quadrinhos, poesia, livros em séries para todos os públicos. Este simpósio tem como proposta reunir (a) discussões acerca da natureza da literatura infantil contemporânea (constituição, suporte e paratextos), (b) experiências de ensino e práticas da leitura do texto literário, envolvendo diversos gêneros e tipos (do livro brinquedo aos livros em séries), e suportes destinados a crianças.

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7) A LITERATURA JUVENIL E A DINÂMICA CULTURAL CONTEMPORÂNEA

COORDENADORES:

Vera Teixeira de Aguiar é Doutora em Letras, área de concentração em Teoria da Literatura, Professora Titular aposentada da PUCRS, onde lecionou, nos níveis de Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado, as disciplinas de Leitura de Autores Brasileiros, Sociologia da Leitura, Literatura Infantil e Construções Simbólicas, Literatura Juvenil, Arte e Sistema Cultural e Literatura e Ensino. Desenvolve pesquisas nessas áreas, salientando o lugar da literatura na vida social e sua interação com outras linguagens. É autora, dentre outros livros, de Que livro indicar? Interesses do leitor jovem; Marcelo Gama; O verbal e o não verbal; autora com Maria da Glória Bordini do livro Literatura: a formação do leitor; autora do livro Era uma vez… na escola: formando educadores para formar leitores,  no qual coordena sua equipe de pesquisa; organizadora de livros em parcerias, como Teclas e dígitos – leitura, literatura e mercado; Heróis contra a parede: estudos de literatura infantil e juvenil; Conto e reconto: das fontes à invenção; Poesia infantil juvenil brasileira: uma ciranda sem fim; Literatura infantil e juvenil: leituras plurais, autora de artigos em periódicos científicos e livros nacionais e internacionais e e-books. Pesquisadora do CNPq, desenvolve o projeto “Literatura juvenil brasileira: a constituição do objeto, suas modalidades narrativas e proposta metodológica de leitura através da construção de base de dados digital” (2013-2016).

Possui graduação em Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP/ Faculdade de Ciências e Letras de Assis (1987), onde também realizou seu mestrado (1993) e doutorado em Letras (2000). Atualmente é professor assistente doutor da UNESP, instituição em que trabalha desde 1988. Atua junto à Disciplina de Literatura Brasileira, desenvolvendo pesquisa principalmente nos seguintes temas: literatura infantil e juvenil, leitura, formação de leitores, literatura e ensino, Monteiro Lobato e literatura brasileira contemporânea de um modo geral. É coordenador do Grupo de Pesquisa "Leitura e Literatura na Escola", que congrega professores de diversas Universidades do país. É coordenador do Grupo de Trabalho da ANPOLL "Leitura e Literatura Infantil e Juvenil". É votante da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ. Tem realizado diversos projetos de pesquisa aplicada, voltados à formação de leitores e ao aperfeiçoamento de professores no contexto do Ensino Fundamental. Nos últimos anos, também tem desenvolvido alguns projetos para a Editora UNESP.

Possui graduação em Letras pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Penápolis (1969), mestrado em Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1988), doutorado em Letras Assis pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1995) e pós-doutorado pela PUCRS. Atualmente é professor Associado da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira, atuando principalmente nos seguintes temas: leitura, literatura infantil, literatura brasileira, literatura e Monteiro Lobato. É votante, desde 2005, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ, Coordenadora do Centro de Estdos de Literatura, leitura e escrita: história e ensino – CELLE, certificado pelo CNPq/UEM; participa do Grupo de Pesquisa Leitura e Literatura na Escola, que congrega professores de diversas universidades do país. Foi coordenadora do GT de Leitura e Literatura Infantil e Leitura, da ANPOLL de 2010 a 2014.

      O sucesso da literatura juvenil nas últimas décadas é visível na extensa produção editorial realizada, que envolve autores, ilustradores e designers da melhor qualidade; na sofisticação material de muitos títulos; na sua distribuição por todo o território nacional; nas volumosas compras governamentais, entre outros aspectos, tudo convergindo para números e cifras de grande impacto econômico e cultural. Tal produção, que abarca títulos de variados níveis de literariedade, daqueles de maior apelo comercial aos mais artísticos, tem mobilizado a atenção dos diversos estamentos do campo cultural. No entanto, constata-se que a pesquisa na área ainda revela grandes lacunas, não levando plenamente em conta a complexidade da questão, as inúmeras variáveis em jogo e a necessidade de um enfoque multidisciplinar. Não se pode estudar a produção juvenil de forma isolada, mas, sim, no contexto de nosso mundo globalizado e fragmentado, onde inúmeras manifestações culturais se cruzam através das vozes as mais divergentes e onde o jovem usufrui dos variados suportes de comunicação de experiências simbólicas. Frente ao exposto, o Simpósio receberá trabalhos sobre obras que circulam sob a rubrica literatura juvenil analisando textos poéticos, literários e dramáticos; realizando reflexão sobre a existência de um específico juvenil no amplo campo da literatura; relacionando textos de diferentes manifestações culturais; debatendo questões sobre o ensino da literatura juvenil; discutindo políticas públicas voltadas à leitura de obras juvenis.

8) PRODUTOS CULTURAIS PARA CRIANÇAS E JOVENS & TEMÁTICA ÉTNICO-RACIAL E INDÍGENA

COORDENADORES:

Possui Bacharelado e Licenciatura em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná (1991), Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Paraná (1996) e Doutorado em Psicologia (Psicologia Social) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005). Foi Editor da Educar em Revista (2009-2011), Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação (2011-2012), coordenador do GT Educação e Relações Raciais da ANPED (2010-2011), vice-coordenador do mesmo GT (2008-2009; 2012-2013), representante da Região Sul na Diretoria da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN – 2010-2012). Atualmente é bolsista produtividade 2 do CNPQ, atua no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE-UFPR) e Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-UFPR). Tem experiência na área de Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: relações raciais, racismo, políticas afirmativas, construção social da infância, políticas para a infância.

Pós ­doutoramento em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Bolsista CNPq (2015). Possui doutorado em Letras pela Universidade Federal da Paraíba/UFPB (2010), com estágio sanduíche/CAPES (Moçambique/Maputo). Tem Mestrado em Educação pela Universidade do Estado da Bahia (2003), Especialização em Literatura pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/PUC­SP e Graduação em Letras (PUC­SP). É docente efetiva do Programa de Pós Graduação em Crítica Cultural (Pós Crítica) da Universidade do Estado da Bahia/UNEB e do curso de Letras (UNEB) Prof. Adjunto/efetiva da mesma instituição e vice­ coordenadora da Linha 2 do Mestrado (Letramento, Identidades e Formação de Educadores). Tem participado de mesas redondas em eventos acadêmicos na área de pesquisa, com experiência e publicações em Letras e Educação (artigos, capítulos de livros), cujas ênfases são: Literatura infanto­juvenil afro­brasileira e moçambicana, literatura negra (afro)brasileira, educação antirracista. Autora do livro Áfricas e diásporas na literatura infanto­juvenil no Brasil e em Moçambique (EDUNEB, 2014). Atua, principalmente, com os seguintes temas: Literatura infanto­juvenil brasileira e moçambicana, formação de educadores/as para as relações étnico­raciais, antirracismo, educação (Lei 10.639/03). Tem coordenado projetos no campo da Literatura e Cultura Afro­Brasileira e Africana, abrangendo a extensão e a pesquisa (LIFE/CAPES); Vivências/PROEX e o Ensino (PIBID/FAPESB). No momento orienta dissertações de Mestrado cujas temáticas focalizam a Literatura Negra (Afro) Brasileira e a Educação Escolar Quilombola, a Lei 10.139/03 na Educação Básica. Na Iniciação Científica orienta projetos sobre a Literatura infanto­juvenil (afro)brasileira e africanas (moçambicanas e angolanas).

Iara Tatiana Bonin – Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação (Mestrado e Doutorado) da Universidade Luterana do Brasil. Integra atualmente o núcleo UFRGS da Ação Saberes Indígenas na Escola (MEC/SECADI). É bolsista Produtividade (Pq 2) do CNPq, tendo como foco de seus estudos  a temática indígena  e a Literatura Infantil, particularmente aquela que aborda as diferenças culturais.

      Este simpósio funcionará como espaço de interlocução entre pesquisadores, estudantes, professores e profissionais da Educação Básica interessados na temática étnico-racial (negro e indígena, prioritariamente) em suas interfaces com a literatura infanto-juvenil e demais produtos culturais dirigidos à infância. Parte-se do reconhecimento de que estas temáticas vêm sendo dinamizadas historicamente na/pela ação de movimentos negros e indígenas, e daqueles que, com eles, lutam pela garantia de direitos. No âmbito acadêmico, é crescente o número de pesquisas que abordam as relações étnico-raciais sob um viés desconstrutivo e crítico, colocando-se em questão discursos normativos, eurocêntricos, racistas, coloniais, etnocêntricos, que instituem hierarquias sociais e as promovem em práticas, processos e políticas históricas e atuais, bem como em produtos culturais que chegam às crianças e jovens brasileiros. Junto a isso, considera-se que a aprovação das modificações na LDB via as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 impulsiona, ainda mais, a crítica às abordagens curriculares racistas e ao silenciamento da discussão sobre o racismo nas escolas de Educação Básica. Neste simpósio serão aceitos trabalhos que examinem produtos culturais infantis e juvenis – apresentados sob as mais variadas formas, gêneros e suportes –, cujo foco central seja a temática étnico-racial e indígena, primando-se, especialmente, pela valorização e ressignificação identitária (negra e indígena).

9) LITERATURA, FORMAÇÃO DE LEITORES E MEDIAÇÃO DE LEITURA

COORDENADORES:

Jilvania Lima dos Santos Bazzo – Doutora em Educação pelo Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação, da Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia – FACED/UFBA, onde também concluiu o Mestrado em Educação. Especialista em “Texto e Gramática” e graduada em Letras pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Exerceu o magistério nas escolas do ensino fundamental e médio de 1992 a 2008. Ingressou na docência do ensino superior em 1991 e, atualmente, trabalha na Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, vinculada ao Departamento de Pedagogia. Ministra as disciplinas tanto do campo da Linguagem, Alfabetização e Letramento quanto das áreas especificamente pedagógicas para a formação dos professores da educação básica.  É membro do Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior/BASis-INEP. De 2012 a 2015, integrou a equipe de professoras formadoras do Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), no estado de Santa Catarina. Tem experiência na área de educação e linguagem, com ênfase em filosofia da educação, didática, metodologia e prática de ensino, atuando e desenvolvendo pesquisas nos seguintes temas: linguagem e educação, literatura e ensino & CTS.

Lilane Maria de Moura Chagas – Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas. Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Tem experiência na área de Educação, com ênfase no Ensino Fundamental e Educação Infantil, atuando principalmente nos seguintes temas: formação do leitor, literatura infantil, narrativas cotidianas e literárias, alfabetização, letramento, didática.

Possui graduação em filosofia pela Universidade Federal do Amazonas (1986), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997) e doutorado em Letras (Letras Clássicas) pela Universidade de São Paulo (2004). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Antiga, atuando principalmente nos seguintes temas: mito, grécia, tragédia, poesia, filosofia antiga, ética.

      O presente simpósio tem como foco refletir sobre a formação de leitores e a mediação de leitura em instituições de educação formal e não formal. Destina-se a professores, estudantes, bibliotecários, contadores de histórias e demais interessados em discutir a leitura como um instrumento simbólico e altamente complexo para a transformação e a organização da vida em sociedade. Como fio condutor das discussões, buscam-se responder os seguintes questionamentos: Quais as dimensões devem ser levadas em consideração no processo da formação do leitor? Em que medida as práticas de mediação de leitura ajudam a desenvolver o pensamento crítico? A expectativa é que as pesquisas, concluídas ou em andamento, contribuam para o reconhecimento da leitura como um ato político e para a elucidação dos conceitos inerentes à literatura e às práticas de mediação com vistas a fomentar as perspectivas teóricas e metodológicas no intercruzamento entre a educação e a literatura.

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